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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A Lista A foi a vencedora nas eleições para os órgãos sociais da APEA (2013-2016)

Composição dos órgãos sociais da APEA para o triénio 2013-2016:

Direção da APEA para o triénio 2013 - 2016
Presidente - Carlos Pedro da Silveira Ferreira, sócio n.º 1776
Vice-Presidente - Eduardo Sousa Fernandes, sócio n.º 2525
Tesoureiro - Gonçalo Nuno Ribeiro, sócio n.º 894
Vogal - Pedro Silva-Santos, sócio n.º 2405
Vogal - Inês Leitão, sócio n.º 2526
Suplente - Tiago Fonseca, sócio n.º 2428
Suplente - Daniela Sofia Silva Urbano, sócio n.º 2528

Mesa da Assembleia-Geral da APEA para o triénio 2013 - 2016
Presidente - Pedro Manuel Pereira Fonseca Santos, sócio n.º 1709
Vice-Presidente - Bruno Gonçalo de Azevedo Lage, Sócio n.º 701
Secretário - Tiago Rogado, Sócio n.º 2206

Conselho Fiscal da APEA para o triénio 2013 - 2016
Presidente - Frederico Manuel dos Santos Alves Vieira, sócio n.º 1934
Relator - Ana Luísa Maurício Frutuoso, sócio n.º 1935
Secretário - Gonçalo Eduardo Dias Ventura de Carvalho, sócio n.º 1949
Suplente - Cláudio Virgílio Santos Nóbrega, sócio n.º 2010


quinta-feira, 24 de março de 2011

Novas regras para miniprodução de electricidade em Abril

Foi publicado, em Diário da República, um novo decreto-lei que vem alterar o regime jurídico da produção de electricidade por intermédio de instalações de pequena potência, designadas por unidades de miniprodução.

Uma das novidades é a “definição de unidade de miniprodução de electricidade, entendida como a instalação baseada numa só tecnologia de produção (por exemplo, painéis fotovoltaicos), e cuja potência máxima atribuível para ligação à rede é de 250 kW”, diz o decreto-lei.

Além disso, o microprodutor é obrigado a consumir pelo menos metade do produzido, caso contrário pagará coimas que poderão ir até os 44 mil euros. Qualquer interessado em tornar-se miniprodutor de electricidade tem de se registar e a entrada em exploração da unidade registada e a sua ligação à rede carecem de certificado de exploração.

O regime remuneratório da electricidade produzida em instalações de miniprodução, tem dois regimes à escolha: o regime geral, aplicável a todos os que tenham acedido à actividade de miniprodução e não se enquadrem no regime bonificado e o regime bonificado.


Notícias Indústria e Ambiente.

Alteração dos crimes ambientais

Foi aprovado, em Conselho de Ministros, um diploma que prevê a alteração crimes de dano contra a natureza, de poluição e tipifica um novo crime de actividade perigosa para o Ambiente, assegurando protecção penal contra comportamentos que prejudiquem o Ambiente e poluam o mar.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros este diploma, a ser aceite pela Assembleia de República, “transpõe duas directivas comunitárias: uma relativa à protecção do ambiente através do direito penal e outra relativa à poluição causada por navios.”

O objectivo da alteração é simples: “assegurar que em Portugal exista uma protecção penal contra comportamentos que prejudiquem ou ponham em perigo o ambiente e contra a poluição marítima causada por navios idêntica à vigente nos demais Estados-Membros da União Europeia.”

A proposta vem modificar as actuais previsões dos crimes contra a natureza, tornando-os mais abrangentes e eficazes. A novidade está na previsão de uno novo tipo de crime ambiental, “que abrange actividades como a transferência ilegal de resíduos ou a produção, comércio ou utilização ilegais de substâncias que empobreçam a camada de ozono.”

Além disso, foi também feita uma alteração ao tipo incriminador do incêndio florestal, passando a adoptar-se, na definição do tipo do crime, a terminologia adoptada na legislação da área florestal. Desta forma, passam a ser abrangidos, os incêndios de matos que, desde 2007, são responsáveis por mais de 60% da área total ardida, por revelarem os mesmos merecimentos e necessidade de pena idêntica a outros comportamentos já incluídos no conceito de crime.


Notícias Indústria e Ambiente.

Inaugurado primeiro centro de sensibilização ambiental em Portugal

A ERP Portugal inaugurou, na semana passada, o primeiro centro de sensibilização ambiental do país, centrado na temática da gestão dos REEE (Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos) e RP&A (Resíduos de Pilhas e Acumuladores).

“Este é o primeiro espaço em Portugal inteiramente dedicado à formação e educação dos cidadãos, dos 8 aos 80 anos, para um futuro mais sustentável, centrado na temática da gestão dos REEE e RP&A, e que foi construído tendo como principal e único objectivo mostrar aos visitantes, através de mecânicas lúdicas e pedagógicas, como funciona a reciclagem deste tipo de resíduos”, refere a ERP.

O centro tem cerca de 500 m2 e os visitantes poderão conhecer as diversas etapas do processo de gestão dos REEE e dos R&A, “de uma forma o mais real e fiel possível, o que é conseguido quer através da disposição do espaço (simulação de um centro de recepção e amostras dos materiais que resultam do processo de reciclagem, por exemplo), quer através do percurso estruturado, que corresponde às fases de gestão dos REEE.”

O espaço da ERP tem capacidade para receber grupo de 30 visitantes de cada vez e as actividades são gratuitas.


Notícias Indústria e Ambiente.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Europa com 100% de energia verde em 2050

O European Renewable Energy Council (ERCE) acredita que é possível que, em 2050, toda a energia utilizada na Europa possa ser proveniente de fontes renováveis.

O Conselho Europeu, que agrega as associações de energia e ambiente mais importantes da Europa, elaborou um estudo onde faz previsões para 2030 e 2050. Com base nos comportamentos relativos ao consumo de energia actuais, apresentou várias propostas. No estudo, denominado “RE-thinking 2050 A 100% Renewable Energy Vision for the European Union”, são destacadas medidas que postas em prática poderiam, segundo os responsáveis, tornar atingível a meta de 100% de energias renováveis daqui a 40 anos.

Medidas Políticas
Defendem que devem ser aplicadas novas políticas condutoras para toda a Europa nas áreas da energia, clima, I&D, indústria, desenvolvimento regional e cooperação internacional. Sublinhando que “menos é mais”, o EREC refere que o acelerar do desenvolvimento da eficiência energética é um requisito para se conseguir atingir um sistema baseado em 100% de energias renováveis que, por sua vez, também vai permitir um desenvolvimento da economia promovendo poupança e redução de custos.

Outra das soluções apontadas é a implementação efectiva e total da Directiva RES (promoção do uso de energia a partir de fontes renováveis) em todos os 27 estados-membros. Fixar, o mais rapidamente possível, as metas de utilização das energias renováveis para 2030, tendo já no horizonte o ano de 2050 como o objectivo primordial, é outra das acções urgentes referidas pelo EREC.

A liberalização de todo o mercado de energia é uma das propostas mais fortes. Por outro lado, defendem também que se deve acabar com todos s subsídios para a produção de energia fóssil e nuclear e criar uma taxa de carbono na UE.

Medidas infraestruturais
A constituição de Redes Eléctricas Inteligentes é visto como uma necessidade. Basicamente os responsáveis consideram que deveria haver uma Super Rede eléctrica em toda a Europa à qual estariam ligados todos os macro e micro produtores de energia. Esta rede deveria ser Inteligente e adaptar a produção de energia à oferta e procura existentes em cada momento.

Consideram também necessário aumentar a investigação e desenvolver mais o conceito de energia híbrida e de Centrais Eléctricas Virtuais (VPP). As Centrais Eléctricas Virtuais consistem em centrais eléctricas com diferentes tipos de energias e mecanismos de armazenamento todos interligados e que se distribuem pelo sistema eléctrico através de tecnologias de informação e comunicação (TIC).

A electricidade e os gastos da mesma no aquecimento e arrefecimento são apontados como os responsáveis principais pelo forte consumo de energia na União Europeia. O EREC considera que devem ser aplicadas diferentes políticas neste sector, de forma a serem usadas energias renováveis – solar, biomassa, geotérmica – para o aquecimento e arrefecimento. Os Transportes também são contemplados pelo EREC que pede novas soluções para este sector.

Mudanças no Consumo de Energia
A ideia de “Cidades Inteligentes” já não é nova mas o EREC propõe uma maior responsabilização dos governantes, considerando que esse deve ser um objectivo traçado para 2050 por cada um. No documento, os responsáveis referem que os governantes das cidades ao aplicar determinadas medidas vão moldar o comportamento relativo à energia das populações. O EREC refere que só ao utilizar energias renováveis se pode atingir edifícios com necessidades energéticas próximas de zero.

Defendem que a meta traçada para 2020 de edifícios com necessidade energéticas próximas de zero, deve ser extrapolada e em 2040 os edifícios devem tornar-se totalmente eficientes e produzir a sua própria energia.

Os responsáveis referem que o “investimento hoje irá reduzir a dependência energética exterior e a pegada ecológica de amanhã na Europa.”

www.rethinking.eu

Notícias Indústria e Ambiente.

Electricidade gerada pelo vento supera o carvão


Pela primeira vez em Portugal, a electricidade produzida através de centrais eólicas ultrapassou o volume de electricidade produzida pelas centrais a carvão.

Para isto também contribuiu a chuva de 2010, que permitiu que as barragens gerassem mais electricidade, levando a uma queda de 45% na produção a carvão.

As eólicas registaram um crescimento de 20%, tornando-se este ano na terceira principal fonte de abastecimento eléctrico de Portugal, apenas atrás da hídrica e das centrais de ciclo combinado a gás natural.

Os dados foram avançados pela REN -Redes Energéticas Nacionais- que revelaram que os parques eólicos injectaram no sistema eléctrico português 9,03 terawatt hora (Twh). Isto consiste num volume de produção suficiente para abastecer três milhões de consumidores na baixa tensão normal (quase dois terços das famílias portuguesas que este ano pagarão mais 3,8% pela electricidade).

Notícias Indústria e Ambiente.

Empresas redefinem estratégia em função do meio ambiente


Cerca de 800 empresas mundiais estão a redefinir a sua estratégia, até 2020, de forma a apostar mais no ambiente. Segundo um estudo das Nações Unidas, a sustentabilidade é visto como um factor de diferenciação para os consumidores.


Várias empresas têm identificado a sustentabilidade como uma nova oportunidade de negócio que lhes permite poupar recursos, dar cartas na inovação tecnológica e recuperar a confiança dos consumidores.

De acordo com o estudo “A nova era da sustentabilidade”, da plataforma das Nações Unidas Global Compact e a Accenture , as grandes multinacionais nunca valorizaram tanto a questão ambiental como hoje em dia.

Dos 800 presidentes dos conselhos de administração (CEO) inquiridos no estudo, de 25 sectores de actividade em mais de cem países, 93% afirmou que a sustentabilidade será fundamental para o futuro sucesso das suas empresas. Número ainda mais expressivo quando ainda há três anos, essa percentagem era de apenas 51 %.

As empresas de regiões como América Latina e África são aqueles que consideram sustentabilidade como muito importante para o seu sucesso futuro.

Notícias Indústria e Ambiente.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

ENEP - Rede Europeia de Profissionais do Ambiente


Se é um profissional do ambiente pode integrar esta rede europeia, com mais de 40 000 profissionais!

De acordo com o REGULAMENTO SOBRE A ADMISSÃO DE ASSOCIADOS EFECTIVOS, ESTUDANTES E EXTRAORDINÁRIOS se tem competência profissional comprovada em mais do que uma das áreas privilegiadas da Engenharia do Ambiente e 5 anos de experiência profissional, pode ser sócio extraordinário da APEA e pertencer à ENEP.

A ENEP – European Network of Environmental Professionals é a Rede Europeia de Profissionais do Ambiente, uma ferramenta recente e em constante actualização, desenvolvida pela EFAEP - Federação Europeia das Associações de Profissionais de Ambiente.

Destina-se a fornecer uma base de conhecimento e funciona como um instrumento de intercâmbio de informações entre os profissionais de ambiente, instituições públicas e empresas privadas.

Os sócios da APEA com quotas em dia têm a possibilidade de integrar a rede ENEP, cujo acesso em Portugal é exclusivo dos associados da APEA.

Para mais informações e inscrições:
http://www.environmentalprofessionals.eu/

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Governo Britânico aposta nas energias renováveis


Alguns especialistas britânicos de energias renováveis e empresários portugueses reuniram-se em Lisboa para falar das “Oportunidades de Microgeração no Reino Unido”.

O evento que foi organizado pela Embaixada Britânica em Portugal e pela Secção de Comércio & Investimento (representação portuguesa do UKTI – UK Trade & Investment) decorreu no início da semana passada e tinha como objectivo apresentar a estratégia do Reino Unido relativamente às energias renováveis.

Neste momento, as energias renováveis no Reino Unido representam 2,5% da produção de energia mas pretendem atingir os 20% até 2020. “É um plano ambicioso, mas alcançável. O Reino Unido apresenta, ainda, potencialidades por explorar e tendo em conta o trabalho desempenhado por Portugal neste sector, as empresas portuguesas podem dar um forte contributo,” explicou o Embaixador Alexander Ellis.

Um dos especialista presentes foi Anthony Heywood do Building Research Establishment (BRE), que afirmou que “o mercado Britânico está preparado para o crescimento graças ao Feed-in Tariffs e o Renewable Heat Energy”, dois incentivos introduzidos recentemente e que potenciam as renováveis de pequena escala como solar, digestão anaeróbica, eólica e hídrica. De acordo está James Beal, consultor externo do UKTI na área das renováveis, que considera que esta “é a altura
ideal para investir no sector energético”. Segundo o especialista, o Reino Unido para além dos incentivos, proporciona um enquadramento legal favorável. Da estratégia para os próximos dez anos faz parte, também, a obrigatoriedade, imposta às empresas produtoras de electricidade, de aumentarem a produção com base em fontes renováveis.

A Self Energy é uma empresa portuguesa que actua no sector de energia no Reino Unido, desde 2007. Segundo Miguel Matias da Self Energy “este é o mercado mais liberalizado da Europa, com muitos players, mas, ao mesmo tempo, com muitas oportunidades de negócio.” O empresário aponta como principais pontos fortes para a entrada neste mercado o risco mínimo do investimento, as poupanças que é possível proporcionar aos clientes e a existência de tecnologias maduras específicas para o sector.

Notícias Indústria e Ambiente.

Índice ACGE: empresas portuguesas cada vez mais amigas do ambiente


As empresas em Portugal estão a evoluir no sentido positivo no que diz respeito às questões climáticas. Segundo o índice ACGE 2010, cujos resultados foram apresentados na passada quinta-feira, energias renováveis e eficiência energética são alvos de investimento pela grande maioria das empresas portuguesas.

O índice ACGE ( Alterações Climáticas e Gestão de Empresas) vai na sua 6ª edição e todos os anos estabelece um ranking que permite avaliar a respostas das empresas ao desafio das questões climáticas e a uma economia de baixa carbono. O objectivo é avaliar o desempenho do tecido económico e empresarial português relativamente ao ambiente.

Este ano foram analisados 14 sectores do ambiente, 54 empresas, avaliadas segundo 42 critérios.
Segundo a Euronatura, responsável pelo índice: “considerando os sectores de análise, verificámos que aqueles que detêm obrigações decorrentes do Protocolo de Quioto obtêm, globalmente, melhores resultados: Minerais, Resíduos, Energia e Celulose e Papel.”

Embora seja referido que há algumas empresas que não “manifestam qualquer envolvimento com o tema”, a Euronatura refere que face ao ano anterior, as empresas continuaram a evoluir e não estagnaram, explicando que “há cada vez mais empresas com ambição de se tornarem players nas questões ambientais”.

A Brisa e a Lipor são aquelas que mostraram maiores progressões de 2009 para 2010, posicionando-se assim no pelotão da frente, a par dos CTT, EDP, Sonae Sierra, BES, CGD, Portugal Telecom, Vodafone Portugal e Carris.

“As empresas com melhores classificações, conseguem, tipicamente, estabelecer um plano estruturado e consistente de objectivos a longo prazo, dominam, de forma crescente, a monitorização dos indicadores climáticos relevantes, utilizam o CO2e como indicador preferencial para a definição de objectivos e conseguem que as suas preocupações e reporte de responsabilidades trespassem para a cadeia de valor”, refere a Euronatura.

O investimento das empresas no que toca a questões ambientais é dirigido principalmente às energias renováveis e à eficiência energética.

“Considerando os resultados de forma global, verificamos que as empresas manifestaram resistência em assumir e definir objectivos e metas quantificadas de emissões de GEE que considerem a totalidade da sua responsabilidade climática”, conclui a Euronatura.

Apenas 22,64% das empresas alinham os seus objectivos climáticos com o indicador emissões GEE. O consumo de energia (eléctrica, combustível) é o indicador mais utilizado, sendo de monitorização mais fácil e directa.

Em 2009 apenas metade das empresas avaliadas conseguiu reduzir as suas emissões. “ A Euronatura verifica que metade das empresas não prevê ou não antecipa custos a médio prazo, associadas a pressões financeiras e/ou reguladoras da economia do carbono”, diz no relatório da Euronatura.

http://www.responsabilidadeclimatica.net/

Notícias Indústria e Ambiente.

UE nas metas de diminuição de emissão de gases de veículos comerciais


Ministros do Ambiente da UE manifestaram ontem no Conselho de Ministros de Ambiente apoio a uma proposta da Comissão Europeia que define limites de emissão para os novos veículos comerciais ligeiros para 2020. A proposta inicialmente apresentada era mais ambiciosa mas depois dos protesto da indústria automóvel, os objectivos foram revistos “em baixa”.


Esta nova legislação vem no sentido de garantir o cumprimento da meta de redução de 20% das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) na União Europeia, adoptada em 2008 no âmbito do Pacote Clima-Energia.

As discussões em Novembro resultaram na definição de limites de emissão faseados para os novos veículos comerciais ligeiros - 175 gCO2/km em 2017 e 147 gCO2/km em 2020 – quando a Comissão Europeia tinha apontado para um limite de 135 gCO2/km em 2020. Os Ministros do Ambiente concordaram com esta alteração, apesar de estudos divulgados pela Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E) evidenciarem que uma redução da potência dos motores para os níveis de 1997 poderia representar uma redução em 16% dos custos de combustível e das emissões de CO2 associadas.

A associação ambiental portuguesa, Quercus, posicionou-se: “A Quercus considera que esta foi uma oportunidade perdida, porque permitiria “atacar” de uma só vez três dos mais graves problemas que o sector dos transportes enfrenta: a redução do consumo de energia, a redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e a redução da sinistralidade rodoviária.

A associação ambiental apela ao governo português que fuja ao conformismo europeu e vá mais longe nas suas metas nacionais. “A falta de ambição nas discussões sobre este regulamento é um passo atrás no combate às alterações climáticas e tem repercussões no contexto nacional. Se Portugal quer reduzir as emissões no transporte rodoviário de mercadorias terá que apostar num sistema fiscal que penalize os carros mais poluentes, nomeadamente em sede de Imposto Único de Circulação e que taxe eficientemente a utilização destes carros nas empresas”, afirma Francisco Ferreira da Quercus.

Notícias Indústria e Ambiente.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

MAOT vai criar grupo de trabalho para a reabilitação dos centros urbanos

O Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território vai criar um grupo de trabalho para a avaliação e uniformização de políticas de reabilitação dos centros urbanos, após a aprovação do Orçamento do Estado para 2011.

A notícia foi ontem avançada pela Ministra Dulce Pássaro que afirmou já ter autorização por parte do primeiro-ministro para a criação do grupo de trabalho “para avaliar o que está a ser e virá a ser feito em termos de definição de políticas de reabilitação de centros urbanos”.

Segundo a Ministra do Ambiente, está a ser pensado “um grupo interministerial, que envolve três ministérios, que ainda não está constituído, mas que o será após a aprovação do orçamento”. Dulce Pássaro refere também a questão do orçamento de estado para 2011, afirmando que o próximo ano exige “que sejam definidas prioridades”, mas o ministério não será prejudicado. “Vivemos tempos de contenção e se não fazemos mais depressa fazemos mais devagar. E para já, em termos desta temática da reabilitação, eu diria que o ano que vem é mais de estudo e de definição de estratégias do que de grande execução”, diz Dulce Pássaro.

Notícias Indústria e Ambiente.

Plantação de 30 000 árvores em apenas um dia na serra da Lousã

A Fundação Floresta Unida está a organizar mais uma acção no âmbito do projecto de reflorestação sustentável. O objectivo passa por plantar 30 000 árvores na serra da Lousã no próximo dia 23 de Outubro.

O projecto global pretende plantar e proteger durante 30 anos cerca de 400 Milhões de árvores e de preservar 150 Milhões de outras árvores.
Agora a Serra da Lousã é a prioridade. Depois de um levantamento das necessidades do solo por técnicos florestais, serão plantadas várias espécies florestais entre as quais se destacam o sobreiro, o freixo e o pinheiro manso. A acção de plantação, que vai decorrer num só dia, vai contar com a colaboração de cerca de 1.200 voluntários e de vinte e uma empresas.

“A acção de dia 23 de Outubro é muito mais do que uma acção e um conjunto de intenções, é a concretização de um projecto florestal pensado e projectado para potenciar a plantação e gestão de inúmeras espécies florestais que vão fazer parte da recuperação deste ecossistema”, explica o coordenador do Projecto Floresta Unida, David Lopes.

Este projecto de reflorestação sustentável da Fundação Floresta Unida já se iniciou em Portugal com a plantação de mais de 300 Mil árvores nos últimos quatro anos em diversas áreas de norte a sul do país.

A Fundação Floresta Unida é uma organização sem fins lucrativos que actua em Portugal, Espanha, França, Itália e Chile, e é responsável pela maior iniciativa mundial na área da reflorestação sustentável no âmbito da responsabilidade social: plantar 400 Milhões de árvores até 2030, com garantia de protecção deste património durante um período mínimo de 30 anos.

Notícias Indústria e Ambiente.

UE-15 pode ultrapassar objectivos de Protocolo de Quioto

Os 15 Estados-membros da UE que ,em 1997, assinaram o Protocolo de Quioto vão conseguir atingir as metas de diminuição de emissão de gases com efeito de estufa e podem até ultrapassa-las.

De acordo com o relatório anual da Comissão Europeia os 15 Estados-membros “cumprirão os seus objectivo”. Em Quioto os países da UE tinham-se comprometido a reduzir as suas emissões colectivas de gases com efeito de estufa no período 2008-2012 numa média de 8% face a 1990 mas, na verdade, o total de emissões de gases com efeito de estufa “será em média cerca de 14,2% inferior aos níveis dos anos de referência no período de compromisso de 2008-2012 se os Estados-membros avançarem com os planos de aquisição de créditos de emissão internacionais e com as actividades previstas de florestação e reflorestação”, refere o relatório.

Connie Hedegaard, Comissária Europeia para as Alterações Climáticas afirmou: “A União Europeia não se limitou a assinar o Protocolo de Quioto nem se ficou pelas promessas. Os factos provam que o mundo pode contar connosco: o que prometemos, fazemos. Neste caso, estamos até a caminho de superar os objectivos.”

Segundo dados do relatório, em 2008 as emissões de gases com efeito de estufa da União Europeia a 15 ficaram 6,9% abaixo dos níveis do ano de referência. Quanto à UE-27, globalmente, as emissões diminuíram 14,3% entre o ano de referência e 2008. Em 2009, embora ainda não existam dados concretos, as primeiras estimativas da Agência Europeia do Ambiente dizem que “as emissões diminuíram fortemente em 2009 em consequência da situação económica”. No ano passado, as emissões da UE-15 foram estimadas em 12,9% abaixo dos níveis do ano de referência, enquanto as emissões da UE-27 foram estimadas em 17,3% abaixo dos níveis de 1990.

Notícias Indústria e Ambiente.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Menos 7% de emissões de CO2 na UE em 2009

No ano de 2009 registou-se uma diminuição de 6,9% de emissões de CO2 no espaço global da União Europeia.

De acordo com a Agência Europeia do Ambiente (EEA), na UE-27 as emissões de CO2 em 2009 ficaram 17,3% abaixo das registadas em 1990, estando-se, desta maneira, muito próximo da meta de diminuição de 20% até 2020. Na UE-15 já se ultrapassou a meta de redução de Quioto (8%), já que em relação a 1990 se conseguiu uma redução de 12,9% nas emissões de gases.

A EAA atribui as causas da redução também à crise económica mundial, afirmando que em 2009 houve uma redução de 5,5% no consumo de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural). A diminuição de 12,7% no uso do carvão foi a que causou mais impacto na redução de emissões de CO2 na UE. Por outro lado, o uso das energias renováveis (excepto biomassa) aumentou bastante, 8.3%. Segundo a Agência Europeia do Ambiente, as maiores diminuições de emissões ocorreram nas grandes indústrias, especialmente nas químicas e siderúrgicas, porque houve uma diminuição na sua actividade.

A EEA diz que é importante não esquecer que, com a recuperação económica, as metas de corte de emissões serão reduzidas. A comissária europeia para o Clima, Connie Hedegaard, atribuiu num comunicado os bons resultados não só à recessão mas também às políticas ambientais iniciadas na última década e encorajou a todos os países da UE a manterem os esforços para consolidar o avanço.

Notícias Indústria e Ambiente.

Portugal no top 10 de países mais atractivos para projectos de energias renováveis

Portugal figura na 26ª edição do ranking trimestral da Ernst & Young de países mais atractivos no que toca a energias renováveis. A lista abrange 27 países de todo o mundo e Portugal ficou na 10ª posição.

Em primeiro lugar está a China, que superou pela primeira vez os Estados Unidos, depois de na edição de Maio de 2010 deste ranking ter ficado ex-aequo com os EUA na posição cimeira.
Seguem-se, neste Top 10, a Alemanha, Índia, Itália, Reino Unido, França, Espanha, Canadá, Portugal e Irlanda (partilham os dois a 10ª posição). No 27º e último lugar está a Finlândia.
A China também encabeçou o índice de atracção da Ernst & Young para os investimentos em energia eólica. Nesse ranking, Portugal ficou no 11º lugar, posição que já ocupava na classificação de Maio de 2010.

A consultora Ernst & Young refere que a EDP Renováveis vai contribuir para impulsionar o segmento de energia eólica da dinamarquesa Vestas Wind Systems (maior fabricante mundial de turbinas eólicas ) nos Estados Unidos, esperando conseguir competir com a General Electric pela “pole position” no mercado norte-americano. A Vestas já iniciou a produção de turbinas nas suas instalações no Colorado devido a uma encomenda no valor de 2,9 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros) para entregar e fazer a manutenção de 2.100MW de turbinas na América do Norte e do Sul, bem como na Europa para a EDP Renováveis.

Notícias Indústria e Ambiente.

Sotecnisol apoia entidades nas candidaturas ao QREN

A empresa portuguesa Sotecnisol criou um programa de ajuda às PME´s, IPSS/ADUP (Instituições Particulares de Solidariedade Social/Associações Desportivas de Utilidade Pública) e Câmaras Municipais para preparem as candidaturas ao QREN para apoios na área da eficiência energética.

O Governo português lançou um programa de promoção de eficiência energética com apoios do QREN, que comparticipa a fundo perdido até 70% do valor das despesas elegíveis do investimento em instalação de sistemas solares térmicos e fotovoltaicos por parte das PME´s, IPSS/ADUP e Câmaras Municipais.

O objectivo da Sotecnisol, empresa na área da construção, ambiente e energia e que é especialista em sistemas solares térmicos e fotovoltaicos, é facilitar a preparação das candidaturas ao QREN. A empresa criou um programa que inclui a preparação do processo formal de candidatura, diagnóstico energético inicial, elaboração do projecto de execução, fornecimento e instalação do sistema solar térmico ou fotovoltaico de acordo com o projecto de execução, licenciamento do sistema, certificação energética final e manutenção do sistema durante um período de seis anos.

“Os prazos de candidatura estão quase a terminar e sabemos que os procedimentos inerentes ao processo não são fáceis. Assim, ao criar uma solução chave-na-mão, o nosso objectivo é ajudar as PMEs, as IPSS/ADUP e as Câmaras Municipais a não perderem esta oportunidade”, diz José Luís Castro, Administrador da SOTECNISOL.

O prazo de apresentação das candidaturas termina a 15 de Setembro de 2010, para as PME´s, e a 30 de Setembro de 2010 para as IPSS/ADUP e Câmaras Municipais.

Notícias Indústria e Ambiente.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Meta para o tratamento de esgotos mais ambiciosa até 2013

Até 2013, o Ministério do Ambiente pretende alcançar os 90 por cento de esgotos tratados com qualidade. O que significa mais quatro pontos percentuais em comparação com este ano.

Até 2013, o Ministério do Ambiente pretende alcançar os 90 por cento de esgotos tratados com qualidade. O que significa mais quatro pontos percentuais em comparação com este ano.
O aviso foi feito na semana passada pela Ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, durante uma visita à Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da Guia, Cascais. A Ministra do Ambiente falou no plano estratégico para o ciclo urbano da água para os próximos 3 anos. Actualmente, segundo afirmações de Dulce Pássaro à Lusa, já se drenam 86% das águas residuais urbanas do país.
Durante a visita e Ministra do Ambiente explicou que as estruturas de tratamento (ETAR), a funcionar adequadamente, chegam “apenas a 70 %”.
“Mas para o período entre 2009 a 2011 estão a ser investidos cerca de 300 milhões de euros só em Estações de Tratamento de Águas Residuais Urbanas”, disse a Ministra à agência Lusa.
Durante esse período estão previstas a construção e a conclusão de 66 ETAR, para além dos investimentos programados que terão continuidade depois de 2011 e que incluem a ETAR de Alcântara. Já este ano está prevista a entrada em funcionamento de 21 estruturas: Ave, Alenquer, Carregado, Nazaré, Barreiro/Moita, Seixal, Ferraria e Moura-Morta, Medrões-Sanhoane, Britiande, Valdigem, Lalim, Magueija, Folgosa, Salzedas, S. João de Tarouca, Chavães, Touça e Sebadelhe e Freixo de Numão e o sistema de saneamento de Sambade, num investimento de quase 73 milhões de euros.

Notícias Indústria e Ambiente.

Maioria dos projectos de parques eólicos aprovados em Portugal

Nos últimos 5 anos, quase todos os projectos apresentados por empresas de construção de parques eólicos foram aprovados pelo Ministério do Ambiente. Quando todos os parques estiverem em funcionamento produzirão 2.409 megawatts de potência através de energia renovável.

"Nos últimos cinco anos o Ministério do Ambiente aprovou 92,39% dos parques eólicos que foram objecto de Avaliação de Impacte Ambiental”, disse ontem a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro.
Para a ministra do ambiente, a energia eólica em Portugal é um aposta ganha, afirmando que este tipo de energia renovável “veio para ficar”. Além dos benefícios ambientais, Dulce Pássaro destaca a vantagem para “a economia nacional, que neste momento está a exportar energia, bem como aerogeradores e torres produzidos em Portugal”.
Dos 92 projectos para a construção de parques eólicos apresentados ao Ministério do Ambiente entre 2005 e 2010, 85 foram aprovados. Só este ano foram aprovados nove parques eólicos, mas o maior impulso foi dado entre 2007 e 2008, com a aprovação de 17 e 18 infra-estruturas, respectivamente.
O investimento nesta área das energias renováveis é para continuar,segundo Dulce Pássaro: “Portugal vai continuar a apostar nas energias renováveis como forma de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e os gastos com a importação de petróleo.”

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Mais de 70.000 hectares destruídos pelo fogo este ano em Portugal

Até dia 15 de Agosto deste ano, registou-se em Portugal um total de 14,661 ocorrências, sendo que 2.449 foram incêndios florestais e 12.212 fogachos.

Isto resultou num total de área ardida de 71.687 hectares,o que corresponde a espaços destruídos pelos fogos em povoamentos (14.921ha) e matos (56.766ha).Os dados são da Autoridade Florestal Nacional (AFN) que lançou o relatório provisório de Incêndios Florestais onde faz uma análise das ocorrências e áreas ardidas em Portugal, até 15 de Agosto de 2010, comparando com os números registados nos últimos 9 anos.
Quando se tem em atenção aos dados dos anos anteriores, pode-se dizer que o total de ocorrências deste ano é menor do que a média dos últimos nove anos (15.058), só em 2001 e de 2007 a 2009 é que o número de ocorrências registado foi menor. Mas no que toca à área ardida, a verdade é que o total atingido até Agosto deste ano (71.687), está próximo da média dos 9 anos anteriores (102.649), representando 70% da média calculada entre 2000-2009.
Em 2010, o maior número de ocorrências tiveram lugar no distrito do Porto (4.125 ocorrências), contudo o distrito da Guarda regista, de longe, a maior área ardida com 16.347ha destruídos pelo fogo, seguido do distrito de Viana do Castelo que conta com menos 12.018ha de espaço florestal.
Por fim, em termos de meses onde ocorreram mais incêndios, só nos primeiros 15 dias de Agosto foram registadas ocorrências superiores às do mês de Julho, 5.925 e 5.283 respectivamente.
A AFN refere que as condições meteorológicas que se têm verificado durante os últimos meses de verão, dando o parecer do Instituto de Meteorologia: “no período de 1 a 12 de Agosto, o território continental registou uma média da temperatura máxima do ar de 33,9ºC, o que significa uma anomalia de + 5,1ºC em relação ao valor normal de 1971-2000 (28,8ºC) para este mês. Relativamente à temperatura mínima do ar, no período em análise registou-se uma média de 18.2ºC, traduzindo-se numa anomalia de +2,7ºC, em relação ao respectivo valor normal do mês (15,5ºC).”. A Autoridade Florestal Nacional concluiu: “Estas condições traduziram-se num aumento significativo do risco meteorológico de incêndio e, consecutivamente, do índice de severidade
diário, resultando em maiores dificuldades no controlo e supressão dos incêndios florestais. Esse facto terá contribuído para o incremento da área ardida na primeira quinzena de Agosto, muito embora os valores se mantenham abaixo da média do decénio.”

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